domingo, 25 de março de 2012

Pais aprovam instalação de chips em  fardas escolares.  
Rose Santana, da Agência A TARDE (23/03/2012)
Escola municipal em Conquista é a primeira do país a adotar monitoramento via chip na farda do aluno. No primeiro dia de aula após o lançamento oficial de um sistema que monitora a frequência de estudantes por meio de um chip instalado na farda, na rede municipal de ensino de Vitória da Conquista (a 509 km de Salvador), pais de alunos disseram que a novidade trará mais tranquilidade para eles.
O uniforme, lançado na quarta-feira, 21, pela Secretaria Municipal de Educação, monitora a entrada e a saída dos estudantes das escolas e avisa por mensagem de texto (SMS) o horário exato dessa movimentação aos pais. Entre os responsáveis pelas crianças e adolescentes que estiveram nesta quinta, 22, em uma das escolas onde a medida já está sendo testada, a esperança é que com as mensagem chegue também a sensação de segurança.
 “Minha filha vai para o colégio de ônibus e fico muito preocupada todos os dias, espero ter mais tranquilidade agora”, relatou a cozinheira Gilmara Rosa de Jesus.
Já a dona de casa Sidilane Lopes aposta ainda mais alto na mudança: “Agora vou ter mais conforto em saber a hora que meu filho chegou e saiu da escola. Acho que esse novo uniforme vai proteger muitos estudantes e evitar que eles sejam desviados para o crime”. Sidilane é mãe do estudante David de Jesus Pereira, 13 anos, aluno da 6ª série no Centro Municipal de Educação Paulo Freire. David garante que nunca "cabulou" aula e diz que mesmo assim também aprova o novo sistema. “Agora eu me sinto mais na obrigação de vir para a aula, mas eu gostei, pois sei que minha família vai ficar mais tranqüila”, declarou.
Inicialmente apenas os alunos das unidades com maior índice de evasão escolar utilizarão o "fardamento digital". Das 203 escolas municipais, 25 serão atendidas com a nova tecnologia. Serão 20 mil alunos, entre 6 e 14 anos monitorados via camisa escolar. Os chips foram instalados no brasão ou na manga do uniforme. Até agosto de 2013, a Secretaria de Educação estima que todos os 42.725 estudantes da rede sejam contemplados com a iniciativa.
Cada camisa carregará um número universal, cadastrado no sistema da unidade escolar com as informações sobre os alunos e com o número do celular dos pais ou responsáveis. A tecnologia funciona a partir da instalação de sensores nas entradas das instituições escolares e o monitoramento é feito por identificação via radiofreqüência.
Pioneirismo - O secretário municipal Coriolano Moraes diz que Vitória da Conquista é a primeira cidade do Brasil a adotar a tecnologia na educação em rede, que custou R$1,2 milhão. Em uma pesquisa prévia verificou-se que 85% dos pais de estudantes da rede municipal possuíam aparelhos de celular e, por isso, a decisão de investir no monitoramento, afirma ele. “Os pais demonstraram bastante interesse no projeto desde o começo”, certificou o secretário.
Para o diretor do Centro Municipal de Educação Paulo Freire, Sidney Soares, a expectativa é que a tecnologia sirva para garantir maior participação das famílias na vida escolar dos estudantes. “A partir do novo uniforme, a tendência é a melhoria na freqüência dos alunos e, consequentemente, no índice de aprovação”, ressaltou.
Josiane Ferreira, 12 anos, aluna da 6ª série, diz que para ela o monitoramento não fará tanta diferença já que sempre foi assídua, mas confessa que será relevante para colegas que costumam fugir das salas de aula. “Quem faltar agora vai ter que ir para a escola de qualquer jeito, além disso, nossos pais vão acreditar mais na gente”, acrescentou a menina.




EUA: educação pública ruim ameaça segurança nacional


EUA: educação pública ruim ameaça segurança nacional

• AFP, via Terra Notícias • 21 de março de 2012 •
O fracasso das escolas públicas americanas para preparar eficazmente os alunos para um mundo globalizado põe em perigo a segurança nacional do país, disse um relatório do painel de especialistas, entre eles, a ex-secretária de Estado Condoleezza Rice.
Neste relatório de 121 páginas publicado nesta terça-feira pelo Council on Foreign Relations, um centro de pensamento estratégico de Nova York, os 31 especialistas afirmaram que a força militar já não é suficiente para garantir a segurança e a prosperidade de uma nação.
"Hoje em dia, a segurança nacional está mais relacionada ao capital humano de uma nação, e o capital humano de uma nação está ligado à força ou fragilidade de suas escolas públicas", disse o relatório.
Em geral, "muitas escolas" não preparam os estudantes para uma economia global que está mudando muito rápido, ou inclusive para formar "uma força de trabalho ou um exército suficientemente qualificados".
"É essencial que as crianças americanas se preparem para seu futuro em um mundo globalizado", afirmaram os especialistas, entre eles a ex-secretária de Estado de George W. Bush, Condoleezza Rice, e o ex-chefe das escolas públicas da cidade de Nova York, Joel Klein.
"Devem saber ler, escrever, contar, ter conhecimentos científicos, aprender idiomas, aprender sobre o mundo e - mais importante - conhecer as instituições e os valores básicos dos Estados Unidos para viver em sua comunidade e na comunidade internacional", completaram. 
Os especialistas destacaram o fato de que muitas crianças americanas estão em 14º lugar em leitura, 17º em ciências e em 25º em matemática, em um relatório de 2009 que compara o rendimento dos estudantes de países industrializados. 
Para melhorar a situação, os autores do relatório pediram, entre outras iniciativas, a distribuição mais equitativa dos recursos entre as escolas.
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5677915-EI294,00-EUA+educacao+publica+ruim+ameaca+seguranca+nacional+dizem+especialistas.html

Alckmin acaba aula de reforço nas escolas paulistas

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1065966-alckmin-acaba-com-aulas-de-reforco-na-rede-paulista.shtml

23/03/2012 - 06h20

Alckmin acaba com aulas de reforço na rede paulista


SÃO PAULO
A rede estadual de ensino de São Paulo não terá mais atividades de reforço fora do período regular de aula para alunos com dificuldades de aprendizagem -o que acontecia desde 1997.
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirma que o atendimento aos estudantes passará a ser feito, em maio, por um professor auxiliar durante a própria aula. Só as turmas maiores, porém, terão dois docentes.
A medida que acaba com as aulas de reforço durante o ano letivo é anunciada em meio a uma crise de falta de professores -nos últimos meses, o governo chegou a chamar para dar aula até docentes reprovados no teste de admissão.
 Segue link para leitura da matéria completa

Palestra


Tema:  Medicalização na Educação Infantil

Data:  30 de março de 2012 (sexta-feira)
Horário:14h às 17h30min
Local: auditório I da FACED (1º andar)
Endereço: Av.Reitor Miguel Calmon s/n - Campus Canela -  Salvador - Bahia
Vagas limitadas : 100 lugares
Evento gratuito

Palestrantes

Profa. Dra. Lygia de Sousa Viégas
(Professora Adjunta da Faculdade de Educação - UFBA)

Profa. Dra. Elaine Cristina de Oliveira
(Professora Adjunta do Instituto de Ciências da Saúde, Departamento de Fonoaudiologia - UFBA)

Informações: fbei2005@yahoo.com.br / 9151-0833 (Oi) / 8752-6207 (Oi) / 9182-9594 (TIM) / 9934-11261(VIVO) / 8164-6310 (Claro)
  
Grupo Gestor FBEI (2009-2011)




  

domingo, 18 de março de 2012

Entenda o que é o Ideb

O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) é a "nota" do ensino básico no país. Numa escala que vai de 0 a 10, o MEC (Ministério da Educação) fixou a média 6, como objetivo para o país a ser alcançado até 2021.
O indicador é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar (ou seja, com informações enviadas pelas escolas e redes), e médias de desempenho nas avaliações do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), o Saeb – para os Estados e o Distrito Federal, e a Prova Brasil – para os municípios.
Criado em 2007, o Ideb serve tanto como dignóstico da qualidade do ensino brasileiro, como baliza para as políticas de distribuição de recursos (financeiros, tecnológicos e pedagógicos) do MEC. Se uma rede municipal, por exemplo, obtiver uma nota muito ruim, ela terá prioridade de recursos.
O índice é divulgado a cada dois anos.

Por que meta de 6

O objetivo do MEC é que o Brasil atinja nota 6 nas avaliações de 2021 -- as notas serão divulgadas em 2022, ano do bicentenário da Independência do Brasil.
Chegou-se a esse número com base na média das notas de proficiência dos países desenvolvidos da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), uma organização internacional e intergovernamental que agrupa os países mais industrializados da economia do mercado.
"A ideia é chegar na média dos bons", explica Reynaldo Fernandes, professor da USP (Universidade de São Paulo) e esx-presidente do Inep. O Ideb foi criado na gestão de Fernandes à frente do instituto.
"A nota 10, de fato, seria a excelência, como na vida escolar", explica Reynaldo. "Um país como a Finlândia [cujo sistema educacional é reconhecido como um dos melhores do mundo] teria 7,5 [de nota comparável com Ideb]."



Dados sobre o Ideb

http://educacao.uol.com.br/noticias/2010/07/01/ideb-resultado-e-bom-mas-matematica-precisa-de-intervencao-diz-maria-helena-guimaraes-de-castro.htm

quinta-feira, 15 de março de 2012

O que é mesmo educação?



O que é mesmo educação?
Daniela Rosa da Silva

(...) quando estamos lidando com o saber e o aprender, o que se vive é um cuidadoso e lento trabalho de lidar com momentos inesperados da experiência de vida de cada pessoa educanda. De olhar nos olhos uma gente que não raro precisou esperar mais da metade da vida para ser aceita em um banco de escola.
BRANDÃO, 2002

Ao contrário de uma falsa filosofia de aprender para a vida, aprender a ser, a conviver, e etc e tal, mas que se resume a uma lógica mercadológica  baseada numa competitividade cruel e atroz, que atropela, massacra e massifica, que tem a preparação para os vestibulares como fim único do processo educativo (não que isso também não seja importante, mas acredito que a educação formal é muito mais que isso), a filosofia implícita no fazer educacional da EJA é baseada numa outra perspectiva. Suas portas realmente estão abertas a quem queira entrar. A quem deseje entrar e não por mérito, mas por necessidade de vida. Temos então, na EJA, a mudança de uma lógica individualista, para uma verdadeira lógica do aprender com o outro.
Talvez por isso esse espaço termine se tornando um espaço de tantos significados para o educando. Ele não é o espaço apenas em que se aprende as primeiras letras, mas é o espaço em que se faz amigos, e espaço de socialização e de aconchego também. Elementos importantes para esse aluno que construiu uma relação tão antagônica com a escola porque, na maioria das vezes, foram excluídos do sistema educacional por diversos fatores: por precisarem abandonar a escola para trabalhar, por que não conseguiam acompanhar as aulas, por que apresentavam dificuldades, porque moravam na zona rural, e outras tantas razões.
Então, a sala de aula da EJA torna-se, por excelência, espaço da diversidade. Diversidade étinica, religiosa, de idade, numa mesma sala de aula convivem juntos alunos de 15 a quase 90 anos a depender da localidade; diversidade sexual, política, temos adolescentes, pais e mães de família, trabalhadores, alunos com necessidades educativas especiais.
Acredito que a “grande sacada” do professor da EJA é conseguir reverter o pensamento hegemônico tradicional que veria apenas o lado negativo de tamanha heterogeneidade em sala de aula e conseguir elaborar um planejamento didático que consiga considerar os aspectos positivos de se aprender com as diferenças/heterogeneidades que inicialmente marcam uma dificuldade de trabalho, em potencialidades. Acredito que é essa capacidade de considerar as diferenças e partir dessas realidades que vai determinar o sucesso ou fracasso da turma.

O lúdico e o desenvolvimento do raciocínio lógico


O lúdico e o desenvolvimento do raciocínio lógico

Daniela Rosa da Silva



Os jogos, brinquedos e brincadeiras desempenham papéis importantíssimos no desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático. “Ao permitir a manifestação do imaginário infantil, por meio de objetos simbólicos dispostos intencionalmente, a função pedagógica subsidia o desenvolvimento integral da criança.” (KISHIMOTO, 2009, P.22). Através do jogo, abrimos espaço para o lúdico na escola, tanto como sinônimo de recreação e entretenimento, mas também, como atividade pedagógica direcionada.
Os jogos contribuem para o desenvolvimento intelectual, pois através da manipulação de materiais variados a criança poderá reinventar coisas, reconstruir objetos, fazer relações com situações reais, aprender regras, desenvolver sua linguagem. Através do jogo, a criança desenvolve o raciocínio lógico e a criatividade.
Através do lúdico as crianças podem desenvolver algumas capacidades importantes, tais como a atenção, a memória, a imaginação, concentração, conservação, seriação, reversibilidade, análise e síntese, interpretação, argumentação, organização. Nesse contexto a criança desenvolve a autonomia e a capacidade de resolver problemas de maneira prazerosa como participante ativo do seu processo de aprendizagem e é por meio da brincadeira que a criança se desenvolve socialmente conhecendo as atitudes e as habilidades necessárias para viver em seu grupo social.

Referências

Brasil, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Secretaria de Educação Fundamental, Brasília: MEC/SEF, 1997

SMOLE, Kátia Stocco; DINIZ, Maria Ignez; Ler, escrever e resolver problemas – Porto Alegre: Artmed, 2001



O ensino da Matemática na EJA


O ensino da matemática na Educação de Jovens e Adultos

Daniela Rosa da Silva


A ideia geral que o professor da EJA tem, é que o ensino da matemática não se inicia, para o educando adulto, quando ele ingressa num processo formal de ensino. E ele está absolutamente certo. Ao longo de toda a sua vida, o educando adulto esteve imerso no mundo e na cultura matemática, realizando compras, fazendo pagamentos, recebendo salários, passando troco, comprando, vendendo, revendendo, pagando conduções, enfim, vivendo e interagindo num mundo repleto de operações matemáticas.
Entretanto, embora detenha todo um saber prático advindo da experiência, o indivíduo alijado da escolarização e do saber sistematizado, muitas vezes é obrigado, no confronto com suas necessidades cotidianas, a adquirir saberes que lhe instrumentalize, que lhe capacite à superação dessas necessidades.
E, num movimento ambíguo e contraditório, ao mesmo tempo em que sua situação nas relações sociais de produção lhe exige a aquisição desse saber, essa mesma situação termina por se constituir em impedimento à escolarização, ao acesso às formas, mas elaboradas de conhecimento matemático.
Essa situação termina por causar um choque no sujeito ao perceber que o seu saber não é reconhecido pela escola, então ele passa a negar que sabe. Nega a existência de qualquer saber matemático.
 Percebe-se então, o desenvolvimento de um processo contraditório vivido pelo aluno e nem sempre percebido pelo professor, que ainda não conseguiu, de fato, ter a realidade do aluno e o seu saber como ponto de partida para o processo de ensino.
Daí conclui-se que é preciso, mais do que nunca, a superação, da incorporação do conhecimento que o educando já tem e não que meramente justaponha ao que o indivíduo já sabe aquilo que ele não sabe e precisa saber.

A evasão na EJA


A evasão na EJA
Daniela Rosa da Silva


... O sonho pelo qual brigo e para cuja realização me preparo permanentemente exige em mim, na minha experiência, outra qualidade: a coragem de lutar ao lado da coragem de amar!!!...Não é, porém, a esperança um cruzar de braços e esperar. Movo-me na esperança enquanto luto e, se luto com esperança, espero.
Paulo Freire


A grande maioria dos alunos da EJA são trabalhadores, donas de casa, muitas das quais levam seus filhos para a sala de aula por que não têm com quem deixar à noite quando saem para estudar. Aliado às dificuldades naturais de aprendizagem causadas pelos anos sem estudar, pela baixa auto-estima, por não acreditarem em si mesmos, pelo cansaço natural da rotina de trabalho, os índices de evasão é muito grande.
 Os alunos desistem de estudar por diversas razões: excesso de trabalho, incompatibilidade de horários, dificuldade de acompanhar os estudos, falta de ter alguém com quem deixar os filhos pequenos, dentre outras razões. Assim, a evasão é uma realidade que faz com que a escola precise se adequar à realidade do aluno.
Essa adequação inclui: flexibilização de horários, metodologias, recursos, organização curricular, formas de avaliação e, especialmente, o que deve ser ensinado e como, ou seja, o  lugar ocupado pelos conteúdos.
Acredito que a escola não pode nunca perder o foco que os conteúdos a serem trabalhos devem sempre agregar valor aquilo que os alunos já trazem, possibilitando-lhes aprofundar, refletir, repensar e re-significar saberes, construindo assim, conhecimentos elaborados.
Outro ponto a considerar, ao pensar no lugar ocupado pelo conteúdo, é em relação à identidade. A identidade cultural dos alunos precisa ser tema, conteúdo, elemento, combustível das aulas. Paulo Freire já falava da necessidade do educador debruçar-se sobre a realidade do aluno como forma de manter um elo de ligação com o seu universo de conhecimento.
Aprendemos mais facilmente aquilo que desperta nosso interesse, que faz parte do nosso universo, que nos diz algo, que nos é significativo.

Dislexia






terça-feira, 6 de março de 2012

ELABORAÇÃO DE PARECER DESCRITIVO



ELABORAÇÃO DE PARECER DESCRITIVO


Segundo Hoffmann (2000), registrar significa estabelecer uma relação teórico/prática sobre as vivências, os avanços, as dificuldades, oferecendo subsídios para encaminhamentos, sugestões e possibilidades de intervenção para pais, educadores e para o próprio aluno.
O registro constante permite uma observação mais fundamentada sobre os avanços dos alunos, revelando a trajetória da aprendizagem (o que aprenderam, como e o que falta aprender), estabelecendo pontos de chegada para cada período de avaliação.

PARA ELABORAR PARECER É PRECISO...                                              

  • Prestar atenção em todos os alunos e em cada um em especial;
  • Reunir o máximo de informações possíveis sobre o aluno, tanto no contexto individual quanto nas suas relações com o meio;
  • Considerar os instrumentos de avaliação;
  • Priorizar as produções;
  • Explicitar o desenvolvimento do aluno, considerando os seguintes aspectos: sociais, afetivos, cognitivos e psicomotores;
  • Apontar a participação, a interação, a colaboração, a autonomia, as preferências, as características, o relacionamento com os colegas, professores, bem como seu destaque (no pátio, na dança, nas atividades matemáticas, de linguagem, artísticas ou musicais, etc.)
  • Priorizar os aspectos cognitivos aos aspectos comportamentais;
  • Vincular o parecer a proposta pedagógica, aos planos de estudos e aos planos de trabalho;
  • Indicar estratégias para superação das dificuldades (tanto para família, quanto para escola).


REDIGINDO O PARECER...

  • Levar em conta os destinatários (escola, família e aluno);
  • Utilizar a linguagem clara, simples, precisa e adequada ao público;
  • Considerar o caráter oficial do documento (evitar rasuras e palavras pejorativas);
  • Observar a ortografia, concordância e formatação;
  • Nomear os pareceres;
  • Evitar palavras diminutivas;
  • Evitar palavras e expressões amplas, sem detalhamento;
  • Utilizar verbos e expressões que indiquem processo;
  • Evitar contradições;
  • Evitar comparações;
  • Ser coerente.
SUGESTÕES PARA INICIAR OS PARECERES...

  • Percebe o progresso de.............. durante esse semestre em.............
  • Com base nos objetivos trabalhados no semestre, foi possível constatar que o aluno..............
  • Observando o desempenho da aluna...........foi constatado que neste semestre........
  • A partir das atividades trabalhadas o aluno demonstrou habilidades em............
  • Com base nas avaliações realizadas foi possível constatar que a aluna............identifica.............


CONSIDERANDO ASPECTOS COGNITIVOS NA ELABORAÇÃO DO PARECER...

  • Demonstra um ótimo/bom aproveitamento na aquisição da leitura e escrita;
  • Lê com fluência diferente textos, fazendo conexões com a realidade;
  • Lê e interpreta os textos trabalhados em sala sem maiores dificuldades;
  • Lê com alguma dificuldade, mas demonstra interesse e esforça-se em aprender;
  • Escreve, ordena e amplia frases formando textos coerentes e lógicos;
  • Constrói conceito lógico-matemático, realizando cálculos com as quatro operações;
  • Realiza cálculos com auxílio de material concreto;
  • Lê, compreende, reproduz textos como histórias, recados, notícias entre outros.
  • É curioso, questiona e busca informações.
  • Expressa suas idéias e opiniões com clareza e objetividade.


CONSIDERANDO ASPECTOS DO CONVÍVIO SOCIAL NA ELABORAÇÃO DO PARECER...

  • Destacamos... (respeito com os colegas e professores, afetividade...)
  • Participa das atividades propostas....(com interesse em aprender, atenção...)
  • Colabora nas atividades coletivas, atuando em grupo
  • Aceita sugestões da professora e dos colegas
  • Contribui para integração e crescimento do grupo
  • Demonstra inquietude geralmente se envolve em questões referentes aos colegas
  • Ainda não aceita as regras convencionadas pelo grupo.
  • Colabora na construção de regras.
Poderão ser acrescentadas outras observações como: brincadeiras preferidas, desempenho nas áreas diversificadas.


PARA REDIGIR UM PERECER DESCRITIVO, É IMPORTANTE:

·        Ter clareza dos indicadores de aprendizagem (o que é necessário que cada estudante aprenda em cada etapa escolar); bem como os critérios a serem avaliados (competências e habilidades).
·        Ter gosto pela escrita reflexiva.

OBSERVAÇÃO:
É importante que, para cada dificuldade diagnosticada sejam apontadas estratégia de superação para a mesma.

HABILIDADES

LÍNGUA PORTUGUESA – 3º
  ANO

Considerando aspectos cognitivos na elaboração do parecer...

Oralidade:
  • Participa de situações comunicativas, tais como: simulações de programas de rádio, televisão e outros...
  • Utiliza a entonação, a dicção, a postura em situações comunicativas, tais como: entrevistas, seminários e outros.
  • Produz textos orais a partir de temas propostos e livres
  • Formula hipóteses e perguntas, respondendo o que se pede
  • Faz uso das regras e situações comunicativas.

Leitura:
  • Utiliza diferentes estratégias de leitura adequada ao gênero e ao suporte textual.
  • Utiliza indicadores para fazer antecipação e inferência.
  • Utiliza recursos para resolver dúvidas na compreensão de textos.
  • Lê poemas com entonação e ritmo adequado.

Escrita:
  • Domina a natureza do sistema alfabético.
  • Escreve fazendo segmentação de palavras e/ou linhas.
  • Compreende regularidades e irregularidades ortográficas.
  • Utiliza o sistema de pontuação.
  • Produz textos considerando destinatários, finalidade e características de gênero.
  • Reconhece os usos e as funções sociais da escrita.

Análise lingüística:
  • Relê, revisa e reconstrói o texto do ponto de vista das convenções...

MATEMÁTICA – 3º
  ANO

Números e Operações:
  • Reconhece números naturais e racionais no contexto diário.
  • Utiliza regras do sistema de numeração decimal.
  • Resolve operações com números naturais por meio de estratégias pessoais.

Espaço e Forma:
  • Representa figuras geométricas.
  • Percebe elementos geométricos da natureza e nas criações artísticas.
  • Amplia e reduz figuras planas pelo uso de diagramas.

Grandezas e Medidas:
  • Compara grandezas da mesma natureza, escolhendo uma unidade de medida relacionada ao atributo a ser mensurado.
  • Identifica grandezas mensuráveis no contexto diário: comprimento...
  • Utiliza unidades de medidas como: litro...
  • Compara perímetros e áreas de duas figuras sem uso de fórmulas.

Tratamento da Informação:
  • Coleta organiza e descreve dados.
  • Interpreta dados apresentados de maneira organizados por meio de listas...
  • Constroem gráficos e tabelas com base nas informações coletadas.
  • Obtém e interpreta médias aritméticas.

SUGESTÃO DE PARECER:

Aluna: Marcele Vitória

Marcele é uma aluna responsável, atenciosa que participa de todas as atividades. Relaciona-se bem com colegas e professores. Realiza as atividades com empenho e concentração, tais como: a participação em situações comunicativas como a simulação de programas de rádio, produzindo textos orais a partir de temas propostos.
Quanto à leitura, lê poemas com entonação e ritmo adequado; utiliza-se de estratégias de leitura de acordo ao gênero e ao suporte textual, realizando antecipações e inferências. Domina a natureza do sistema alfabético, produzindo textos de forma segmentada e considerando o destinatário, finalidade e características do gênero.
Revisa suas produções do ponto de vista das convenções ortográficas.
Em matemática resolve operações (adição e subtração) com números naturais por meio de estratégias pessoais. Apresenta dificuldades quanto à produção e redução de figuras planas pelo uso do diagrama, porém compara perímetros e áreas de duas figuras com uso de fórmulas.
Constroem gráficos e tabelas com base em informações coletadas.

O que é letramento?

O que é letramento?

Coordenação pedagógica – Luciana Hubner Edição – James Capelli Diagramação – Alexandre Elias Diário na Escola – Santo André é um projeto do Diário em parceria com a Secretaria de Educação e Formação Profissional de Santo André.


Magda Becker Soares, doutora em educação, fala sobre as diferenças entre letramento e alfabetização. Ela destaca a importância do aluno ser alfabetizado em um contexto onde leitura e escrita tenham sentido.


Letrar é mais que alfabetizar, é ensinar a ler e escrever dentro de um contexto onde a escrita e a leitura tenham sentido e façam parte da vida do aluno. Magda Becker Soares, professora titular da Faculdade de Educação da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e doutora em educação explica que, ao olharmos historicamente para as últimas décadas, poderemos observar que o termo alfabetização, sempre entendido de uma forma restrita como aprendizagem do sistema da escrita, foi ampliado. Já não basta aprender a ler e escrever, é necessário mais que isso para ir além da alfabetização funcional (denominação dada às pessoas que foram alfabetizadas, mas não sabem fazer uso da leitura e da escrita).
O sentido ampliado da alfabetização, o letramento, de acordo com Magda, designa práticas de leitura e escrita. A entrada da pessoa no mundo da escrita se dá pela aprendizagem de toda a complexa tecnologia envolvida no aprendizado do ato de ler e escrever. Além disso, o aluno precisa saber fazer uso e envolver-se nas atividades de leitura e escrita. Ou seja, para entrar nesse universo do letramento, ele precisa apropriar-se do hábito de buscar um jornal para ler, de freqüentar revistarias, livrarias, e com esse convívio efetivo com a leitura, apropriar-se do sistema de escrita.
Afinal, a professora defende que, para a adaptação adequada ao ato de ler e escrever, “é preciso compreender, inserir-se, avaliar, apreciar a escrita e a leitura”. O letramento compreende tanto a apropriação das técnicas para a alfabetização quanto esse aspecto de convívio e hábito de utilização da leitura e da escrita.

Apropriação do sistema de escrita

Uma observação interessante apontada pela educadora Magda Soares diz respeito à possibilidade de uma pessoa ser alfabetizada e não ser letrada e vice-versa. “No Brasil as
pessoas não lêem. São indivíduos que sabem ler e escrever, mas não praticam essa habilidade e alguns não sabem sequer preencher um requerimento.” Este é um exemplo de pessoas que são alfabetizadas e não são letradas. Há aqueles que sabem como deveria ser aplicada a escrita, porém não são alfabetizados. “Como no filme Central do Brasil – alguns personagens conheciam a carta, mas não podiam escrevê-la por serem analfabetos. Eles ditavam a carta dentro do gênero, mesmo sem saber escrever. A personagem principal, a Dora (interpretada pela atriz Fernanda Montenegro), era um instrumento para essas pessoas letradas, mas não alfabetizadas, usarem a leitura e a escrita. No universo infantil há outro bom exemplo: a criança, sem ser alfabetizada, finge que lê um livro. Se ela vive em um ambiente literário, vai com o dedo na linha, e faz as entonações de narração da leitura, até com estilo. Ela é apropriada de funções e do uso da língua escrita. Essas são pessoas letradas que não são alfabetizadas.”



Contexto Social

Para Magda, um grave problema é que há pessoas que se preocupam com alfabetização sem se preocupar com o contexto social em que os alunos estão inseridos. “De que adianta alfabetizar se os alunos não têm dinheiro para comprar um livro ou uma revista?” A escola, além de alfabetizar, precisa dar as condições necessárias para o letramento. A educadora faz uma critica ao Programa Brasil Alfabetizado, do Ministério da Educação que prevê a alfabetização de 20 milhões de brasileiros em quatro anos. Para ela, o programa irá, na melhor das circunstâncias, minimamente alfabetizar as pessoas num sentido restrito.“Onde elas aprendem o código, a mecânica, mas depois não saberão usar.”
Um ponto importante para letrar, diz Magda, é saber que há distinção entre alfabetização e letramento, entre aprender o código e ter a habilidade de usá-lo. Ao mesmo tempo que é fundamental entender que eles são indissociáveis e têm as suas especificidades, sem hierarquia ou cronologia: pode-se letrar antes de alfabetizar ou o contrário. Para ela, essa compreensão é o grande problema das salas de aula e explica o fracasso do sistema de alfabetização na progressão continuada. “As crianças chegam ao segundo ciclo sem saber ler e escrever. Nós perdemos a especificidade do processo”, diz.
A educadora argumenta que a criança precisa ser alfabetizada convivendo com material escrito de qualidade. “Assim, ela se alfabetiza sendo, ao mesmo tempo, letrada. É possível alfabetizar letrando por meio da prática da leitura e escrita.” Para isso, Magda diz ser preciso usar jornal, revista, livro. Sobre as antigas cartilhas que ensinavam o ‘Vovô viu a uva’, a educadora afirma que muitas crianças nunca viram e nem comeram uma uva. “Portanto, é necessária a prática social da leitura que pode ser feita, por exemplo, com o jornal, que é um portador real de texto, que circula informações, ou com a revista ou, até mesmo, com o livro infantil. Tem que haver uma especificidade, aprendizagem sistemática seqüencial, de aprender.” A professora Magda Soares afirma que o PNLD (Programa Nacional do Livro Didático), desenvolvido pelo MEC (Ministério da Educação), é excelente
porque “avalia o livro didático segundo critérios sensatos”. Mas ela enfatiza que na alfabetização e letramento há um problema a ser resolvido. “As cartilhas desapareceram do mercado. Não se fala mais em cartilha, fala-se em livro de alfabetização. Mas com o desaparecimento das cartilhas, praticamente desapareceu também o conceito de método. Não é possível ensinar a ler e escrever, ou qualquer coisa em educação, sem um método. Há poucos livros de alfabetização que tenham uma organização metodológica para orientar professores e crianças envolvidos neste processo de aprendizagem. Os professores usam precariamente os livros de que dispõem ou buscam as cartilhas nas prateleiras da biblioteca da escola.”

Para todas as disciplinas

Outro fato destacado por Magda é que o letramento não é só de responsabilidade do professor de língua portuguesa ou dessa área, mas de todos os educadores que trabalham com leitura e escrita. “Mesmo os professores das disciplinas de geografia, matemática e ciências. Alunos lêem e escrevem nos livros didáticos. Isso é um letramento
específico de cada área de conhecimento. O correto é usar letramentos, no plural.
O professor de geografia tem que ensinar seus alunos a ler mapas, por exemplo. Cada professor, portanto, é responsável pelo letramento em sua área.”
Em razão disso, a educadora diz acreditar que é preciso oferecer contexto de letramento para todo mundo. “Não adianta simplesmente letrar quem não tem o que ler nem o que escrever. Precisamos dar as possibilidades de letramento. Isso é importante,
inclusive, para a criação do sentimento de cidadania nos alunos.”



Recomendações

Para os professores que trabalham com alfabetização, Magda recomenda: “Alfabetize letrando sem descuidar da especificidade do processo de alfabetização, especificidade é ensinar a criança e ela aprender. O aluno precisa entender a tecnologia da alfabetização. Há convenções que precisam ser ensinadas e aprendidas, trata-se de um sistema de convenções com bastante complexidade. O estudante (além de decodificar letras e palavras) precisa aprender toda uma tecnologia muito complicada: como segurar o lápis, escrever de cima pra baixo e da esquerda para a direita; escrever numa linha horizontal, sem subir ou descer. São convenções que os adultos letrados acham óbvias, mas que são difíceis para as crianças. E no caso dos professores dos ciclos mais avançados do ensino fundamental, é importante cuidar do letramento em cada área específica.”

OFICINA DE PRODUÇÃO E REVISÃO TEXTUAL

ESCOLA MUNICIPAL BATISTA VASCO DA GAMA
COORD. PEDAGÓGICA: DANIELA ROSA DA SILVA


OFICINA DE PRODUÇÃO E REVISÃO TEXTUAL


JUSTIFICATIVA

Diante do grande número de crianças que tem apresentado dificuldades na produção de textos- o que tem gerado nas professoras uma enorme angústia -pois os alunos estão escrevendo com muitos erros ortográficos e as intervenções realizadas não estão surtindo o efeito esperado, ou seja, não estão levando as crianças a produzirem textos com menos erros ortográficos, surgiu a necessidade de criarmos espaços de formação continuada dentro da própria Unidade Escolar para refletirmos e criarmos estratégias para e socializar as práticas das professoras e ampliar-lhes seus repertórios de estratégias de produção e revisão textual.
Dessa forma, esse é o segundo encontro de uma sequência que se iniciou com o tema: Dificuldades ortográficas, em seguida veio a oficina de produção e revisão textual e por último trabalharemos a temática avaliação.

OBJETIVO GERAL
Refletir sobre as intervenções realizadas no processo de ensino aprendizagem a fim de favorecer a aprendizagem de todas as crianças.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

¢     Levantar as estratégias utilizadas pelo grupo no ensino de ortografia;
¢     Perceber a importância da leitura na aprendizagem da escrita;
¢     Diferenciar as dificuldades ortográficas que possuem regras e aquelas que devem ser memorizadas pelos alunos;
¢     Ampliar o repertório de atividades para se trabalhar as dificuldades ortográficas;
¢      Elaborar estratégias específicas para se trabalhar com dificuldades ortográficas que possuem regras e para aquelas que devem ser memorizada.
DURAÇÃO
4 Horas

RECURSOS

  • Data show;
  • Atividades xerocadas;
  • Folhas de papel pautado;

CONTEÚDOS

  1. Diferenciação entre o traçado das letras;
  2. Identificar a que som cada letra corresponde;
  3. Importância da leitura para a formação de escritores competentes;
  4. Produção e revisão de textos;
  5. Diferentes estratégias de produção e de revisão textual.

AVALIAÇÃO
O grupo em círculo, de mãos dadas, fala um pouco sobre os pontos fracos e fortes do encontro, o que gostou e o que precisa melhorar.

Referências
                                                         
Brasil, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa. Secretaria de Educação Fundamental, Brasília: MEC/SEF, 1997

MORAES, Artur Gomes de. Ortografia: ensinar e aprender. São Paulo: Ática, 2010.

CAGLIARI, Luiz Crlos. Alfabetização e Lingüística. São Paulo: Scipione, 1989.

domingo, 4 de março de 2012

Mediação pedagógica

Mediação pedagógica
Daniela Rosa da Silva


A escola é um lugar social onde o contato com o sistema de escrita e com a ciência enquanto modalidade de construção de conhecimento se dá de forma sistemática e intensa, potencializando os efeitos dessas outras conquistas culturais sobre os modos de pensamentos.
Oliveira, 1996

O professor alfabetizador enquanto mediador do conhecimento

Numa perspectivamente completamente sociointeracionista e vigotskyana, a ação didática do professor deve ser a de mediador do conhecimento e não a de detentor do saber. Pois, assumir o papel de mediador do conhecimento pressupõe atuar na zona de desenvolvimento proximal (ZDP) do aluno com base no uso de diferentes linguagens e estratégias de ensino.
A ZDP é um conceito de Vygotsky que representa o nível de conhecimento real, simbolizado pela capacidade de resolver problemas individualmente e o Nível de Desenvolvimento Potencial (NDP), caracterizado pela capacidade de resolver problemas com o auxílio de pessoas mais experientes. No Nível de desenvolvimento potencial, o indivíduo possui uma série de informações que lhe habilita a resolver o problema apresentado, mas ainda não consegue utilizar as ferramentas adequadas para resolvê-lo sem ajuda de alguém mais experiente. São conhecimentos potencialmente atingíveis. É justamente nesta lacuna compreendida entre estes dois níveis que a ação pedagógica deve incidir.
Uma boa estratégia para garantir a aprendizagem de todos os educandos é o trabalho com pequenos grupos onde o professor pode observar e orientar de perto cada aluno individualmente, além de possibilitar-lhes a interação com seus pares.
É justamente através desse trabalho de mediação que o professor da EJA ajudará seus alunos no processo de construção e internalização de conhecimentos – a passagem do externo para o interno, de processos interpsíquicos (realizados entre as pessoas no meio social) para os processos intrapsíquicos (realizados no interior de cada um individualmente – aprendizagem de fato).
Dessa forma é que podemos afirmar que o professor é o principal mediador do processo de aprendizagem formal, pois é ele que vai organizar o conteúdo que será ressignificado pelos educandos.